Como não me conheço, como não esqueço, como me arrependo
Como deixo a dor me conquistar, como não a permito ir
Como faço o passado parecer perfeito, como não consigo me libertar
Como preciso saber esquecer
Hoje toda a dor sutil, todo o intocável e irreal não é nada
Hoje quero uma dor física que supere a emocional e a quero forte
De forte só sobrou a dor
De construído só sobrou o que se espera
De concreto só sobrou o chão
E agora?
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